Se não podiamos ter feito este site há mais tempo
Posted: February 15th, 2010 | Author: Jorge Oliveira | Filed under: sobre nós | No Comments »podíamos, mas não seria a mesma coisa
podíamos, mas não seria a mesma coisa
(listagem dos case studies)
(listagem dos serviços)
Sendo uma das maiores empresas portuguesas com uma vasta rede de pontos de venda de norte a sul do país, era natural que a Galp Energia fosse uma das primeiras empresas a despertar para o potencial de um canal multimédia dentro das suas lojas.
Em 2003, em parceria com a Fujitsu Services realizámos um piloto no posto da Av. de Berlin, em Lisboa, onde se puseram à prova não só as soluções técnicas mas também o conceito de comunicação e a estratégia de conteúdos a seguir.
Para que serve um “piloto”
O piloto serviu também para fazer algo que é essencial nestes projectos: passar muito tempo no local onde o canal vai ser instalado. Perceber que os clientes davam uma utilização diferente à loja e ao posto consoante a altura do dia e o dia da semana foi essencial. Por exemplo, percebemos que ao fim-de-semana o posto servia de ponto de encontro a grupos de amigos que tomavam café enquanto lavavam os carros.
Num outro projecto percebemos que as dúvidas com as facturas eram o grosso do movimento da loja. Explicar essa factura podia ser um conteúdo. Outra oportunidade era redesenhá-la. Mas este é o tipo de inputs que devemos retirar da vida nos locais.
Juntando à experiência de utilização, as questões de ofertas diferentes por marca e a rentabilização comercial do canal levaram à sua segmentação por região e tipo de posto, acrescidas da diferenciação por hora do dia e dias de semana vs fins-de-semana.
Tudo no canal foi pensado para ser um canal de impacto na fila de espera às caixas: grelhas curtas com publicidade a cada 2 minutos, conteúdos rápidos, informações simples e uma playlist de música diversificada entre o lounge e o jazz.
Estratégia de conteúdos
A estratégia de conteúdos foi pensada para responder ao posicionamento da marca - ser um canal de energia positiva – e isso reflectiu-se em toda a linha editorial do canal: apenas notícias positivas, exclusão de qualquer notícia de acidentes com meios de transporte, a criação de um espaço de imagens positivas em conceito inverso ao “No Comments” da Euronews. Parecendo simples, foi um dos maiores desafios do projecto: conseguir manter a actualidade e o interesse de forma positiva.
Promoções da marca
Um dos maiores prazeres do projecto foi ver a forma como as áreas de negócio se envolveram e disputavam cada segundo do canal para as suas comunicações.
O Cartão Fast ganhou lugar cativo, as Vendas Sugeridas ao balcão também, as grandes campanhas da marca idem.
Podia ter corrido melhor
Um dos pontos menos positivos do projecto teve a ver com a localização final dos ecrãs. Tendo sido escolhida a zona das caixas para impactar com os clientes em fila para pagar, os ecrãs acabaram por ficar demasiado altos e muito junto à montra, ou seja, só eram vistos em condições a partir do 5 ou 6 cliente e nos dias de muito sol não tinham qualquer leitura.
A acrescentar a isto, e dada a falta de leitura em muitas alturas do dia, a quantidade de pendurantes nos tectos não diminuiu e estava muitas vezes na linha de leitura do ecrã.
A difusão de spots publicitários com som e com muita frequência levou a que os colaboradores dos postos boicotassem o sistema de som, apagando-o, o que alterava a difusão e a percepção da mensagem.
E até correu bem
Algumas campanhas de publicidade que olharam para o canal como um meio integrado no seu plano de comunicação da loja obtiveram bons resultados.
“A taxa de recordação da mensagem apresentada no ecrã, e acompanhada por autocolantes nas montras e nas portas das estações de serviço, atingiu 66,6% e, entre essas pessoas, 26% acabaram mesmo por comprar um chocolate Kit Kat, o que provocou um disparo nas vendas daquele produto, segundo o departamento de vendas da Galp e um estudo da Novadir, pertencente ao grupo Marktest.”
Revista Exame, Dezembro, 2005
Ou seja, estes meios tem impacto no ponto de venda, especialmente se forem integrados no mix da comunicação.
Definir, avaliar, redefinir, avaliar…
A maior lição que tiramos deste projecto é que de facto nunca se consegue definir tudo no arranque e é necessária uma atenção constante ao seu evoluir, ao evoluir do público e ao evoluir do mercado e da marca.
É também preciso dar grande atenção aos problemas que surgem nos locais. Aquilo que se define numa equipa de projecto, em gabinete, pode ser um grande transtorno para quem trabalha no terreno. A questão do som por exemplo: impondo-se uma necessidade para a publicidade, criámos antipatia com os colaboradores dos postos que criaram antipatia com o projecto.
(coisas a relacionar com este artigo)
. Galeria de fotos
. Vídeo
. PDF’s de artigos publicados sobre o projecto
. Área de Serviços
. Clientes
Gosto de pensar que a vida é uma longa cadeia de coincidências ou de felizes acasos que todos juntos dão origem a algo que mais tarde se transforma noutro algo.
Gosto de pensar que se naquela tarde não tivesse pegado no jornal e tivesse lido aquele anúncio hoje não estaria aqui. Mas isso é uma história com mais de 20 anos.
Não há coincidências ou há e muitas e das boas? Esta é a minha versão da história da Active.
A Active Media foi fundada em 2002 para preencher um vazio no mercado da comunicação: a criação e gestão de canais de comunicação multimédia, a que demos o nome de Business Channel.
Na origem da sua fundação estão 4 pessoas que se foram cruzando ao longo da vida e num determinado momento viram ali uma oportunidade de negócio e de desenvolvimento pessoal, uma atitude de empreendorismo como resposta a uma necessidade de crescimento pessoal e profissional.
Era um mercado novo e emergente, que precisava de muita evangelização, mas cedo encontrámos os parceiros certos para levar a bom porto os primeiros projectos na área.
Nesse processo de evangelização realizámos a primeira emissão do projecto de canal de televisão interna para o Santander Totta (na altura ainda usavam marcas diferentes). Aproveitando a realização de uma reunião de lançamento de novos produtos em Lisboa, emitimos para 10 cidades, incluindo as ilhas, uma mensagem única com a participação da administração e das direcções regionais.
Mas também não ficámos só por aí. O conceito de canal de comunicação e a palavra multimédia entendidas no seu sentido mais lato levaram-nos a outras experiências que levariam a outros projectos. O Vida-On por exemplo, o primeiro site dedicado ao homem divorciado, construído para ser um porto de ajuda, um auxiliar da vida novamente a um, foi noticia por todo o mundo, em línguas onde só se percebia o link do site.
Foi lançado no mesmo dia que o piloto da GalpTV, o nosso primeiro projecto de canal.
E assim tudo começou…
Hoje a Active Media posiciona-se no mercado da Comunicação e Multimédia, e a divisão dos nossos serviços em quatro áreas é apenas uma questão de facilitarmos a nossa comunicação porque nenhuma delas é estanque e facilmente as usamos todas no mesmo projecto. Porque é isso que para nós é natural.
Acreditamos na convergência de meios, ou melhor, acreditamos no multimédia e nessa definição caberá tudo o que fazemos hoje e faremos amanhã.
E de certeza podemos fazer algo por si ou pela sua organização. Por onde podemos começar?
Nos primórdios da computação dizia-se muitas vezes que “a imaginação é o limite” mas nunca isso foi tão verdade. E todos os dias nos surpreendemos com novas aplicações, novas ideias, novas abordagens, novas convergências entre meios que criam outros meios. Chamem-lhes new media ou rich media ou… chamem-lhes multimédia.
E para qualquer desenvolvimento, assumimos que em primeiro lugar está o motivo e o objectivo da comunicação, que nos levará à tecnologia mais adequada.
Fazer um site em flash, em php ou html é uma decisão que condicionamos à razão da sua existência, nunca como ponto de partida. Importante é que comunique, que tenha bons níveis de acessibilidade, de usabilidade e um bom desempenho nos motores de pesquisa, que gere visitas e negócios para o nosso cliente.
Mas também não se reduz a isso. As mesmas linguagens permitem-nos desenvolver jogos, aplicações, gerir conteúdos em canais multimédia, fazer formação em e-learning, criar meios com “inteligência” que se adequem ao ecrã onde são vistos…
E é aqui que esta área de negócio se torna tão interessante. Porque o que fazemos hoje não será igual ao de amanhã, até porque amanhã haverá outro ecrã à nossa espera.
Da próxima vez que pensar em comunicação, pergunte-nos como é que o podemos ajudar com as nossas ideias digitais.
(projectos relacionados?)
Com a multiplicação dos meios de comunicação digitais, a criação e a adaptação de conteúdos para os vários meios é hoje essencial.
E muitas vezes não nos damos conta da quantidade de conteúdo dado como “morto” que pode voltar a viver noutro meio. E esta vida significa na maior parte das vezes uma segunda forma de rentabilização e de comunicação com o nosso público.
Mas se em alguns casos o conteúdo já é dado como sendo a peça central, está na altura de o assumir para outras plataformas. Por exemplo, quem pensou nos conteúdos do seu site? Comunicam realmente com o seu cliente? contam uma história? São apelativos? As fotografias foram escolhidas a dedo? Os vídeos reeditados a pensar no novo meio?
Nesta área de serviço pensamos e criamos conteúdos, a pensar na sua transversalidade para várias plataformas. Sejam eles apenas em texto, incluam imagem, se transformem num vídeo ou numa peça de animação.
As ferramentas são várias e até as podemos misturar todas mas o objectivo é o mesmo: comunicar!
Porque acima de tudo e em primeiro lugar os canais digitais* são canais de negócio, construídos em função do negócio e dos clientes ou colaboradores e porque são elementos activos do negócio.
E porque cada negócio tem a sua especificidade, assim cada canal deve ter uma abordagem, um modelo, uma estratégia de conteúdos, uma experiência de utilização, um objectivo.
Podem ser canais pensados para vender os produtos na loja, para comunicar com o cliente durante a sua espera diluindo esse tempo, podem ser usados como comunicação interna, podem e devem ser usados em convergência com outros meios e outras acções.
E são um meio de futuro, cada vez mais interessante! A evolução tecnológica dos ecrãs, computadores, superfícies de toque, meios de interacção com o “espectador” e outras coisas que por aí virão, dão a estes canais espaço para evoluírem em sentidos diversos.
No nosso blog temos escrito vários artigos sobre este tema, que acima de tudo representam a nossa linha de pensamento nesta área.
Se precisa de melhorar a comunicação com os seus clientes, de aumentar e influenciar vendas, de dinamizar o seu espaço de atendimento, de criar ambientes digitais… nós podemos ajudar.
*também conhecidos como canais multimédia, instore tv, corporate tv, digital signage, etc