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Written by Jorge Oliveira / 30.03.2011

Beta Talk e afins

Há pessoas de todos os tipos e para todos os gostos… eu gosto dos que fazem coisas e não se ficam pelas palavras. E também dos que ajudam a fazer. E dos que promovem a acção! Por isso apoio e divulgo a Betatalk (apesar de ainda não ter ido a nenhuma, mas está na lista de coisas a fazer).

A ideia por detrás disto parece-me simples e fácil de explicar: uma associação, a Beta-i, acredita na força do empreendedorismo como fonte de mudança e de desenvolvimento da economia e faz destes eventos a sua forma de actuação na sociedade. Destes e não só, também organizam as TEDxEdges.

E num país de pessoas avessas ao risco, este é um trabalho árduo mas que eles estão a fazer com muita força, vontade, boa disposição e acima de tudo… rumo!

O formato das Talks é simples, convidam-se pessoas capazes de inspirar outras, pela sua experiência e percurso, e criam-se condições de conversa e networking entre os participantes. Para a primeira era preciso levar uma garrafa de vinho, mas esta última, como se realiza a um Sábado, vai incluir um pique-nique familiar, com actividades para crianças e etc.

Afinal, empreender é coisa que se deve ensinar desde pequeno e que nós, geração do século passado, temos alguma dificuldade em concretizar porque ainda fomos educados noutro paradigma. Mudemos isso! E comecemos a mudar isso nos nossos herdeiros.

Mais uma vez não vou poder estar presente (com muita pena) porque estarei presente na SWITCH (com muita alegria) cujo tema deste ano é “EMBRACE CHANGE”. E também este é um belo exemplo do que é o empreendedorismo juvenil nacional e da esperança que me dá vê-los a trabalhar afincadamente para provocarem mudanças de fundo, um passo de cada vez.

A Monocle costuma ter uns artigos sobre pessoas que precisam de “um palco maior”… e por aqui entendem-se muitas coisas, até a atenção dos media tradicionais para que estes temas venham para a agenda do dia: é que de facto há quem se esteja a mexer e há mais Portugal para além da crise.

É uma questão de olharmos para o copo de forma diferente… e nem precisa de estar meio.