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Written by Jorge Oliveira / 17.12.2010

Da Ignite Portugal como um dos eventos a nunca mais perder

Esta semana aconteceu a Ignite Portugal, oitava edição, e aquilo que mais me tem perturbado nos últimos dias é porque é que só fui à oitava e deixei passar as outras.

Carpições à parte, a Ignite é de facto um evento a não perder, e talvez dos mais transversais, quer nas apresentações quer na audiência, que a julgar pelos comentários, é cada vez maior.

No blog do evento podem ver alguns vídeos de apresentações passadas e julgo que brevemente lá estarão também os desta edição, mas até isso acontecer vou tentar resumir o que ficou de tudo:

Empreender sem dinheiro é possível e do despedimento como sanidade mental

Empreender sem vontade, sem paixão, sem amor, sem arriscar, sem sair da zona de conforto, é que já não me parece muito viável.

E no meio disto outra mensagem ainda mais poderosa: o teu trabalho diário é uma m*rda? O chefe trata-me mal? Achas que tens mais capacidade “instalada” que a que te reconhecem? Tens ideias e vontade de fazer coisas novas mas falta-te tempo? Tens a certeza que se fores à luta consegues vencer? Então do que é que estás à espera? Se és assim tão bom quem vai ficar entalado é ele!

Há petróleo em Portugal

Não se chama é petróleo. Nós somos ricos e ainda não demos por isso. Ricos em recursos que não usamos, em oportunidades que não estamos a aproveitar, em pessoas cheias de vontade de fazer mas que ainda não descobriram que são matéria em banho-maria, ricos em ideias. É preciso é começar a fazer. Já sabemos do mal que padecemos, passemos à acção.

É preciso mudar uma atitude. E pode ser um português de cada vez, mas um a um chegaremos a todos. E já chega de ficarmos à espera que alguém nos venha dizer o que pode ser feito, ou que vai haver um apoio, ou que vem ai um subsidio. Isso tem sido a nossa morte lenta. Vamos abrir o nosso poço das ideias e deixar correr este petróleo, que ao contrário do outro, não se esgota!

O poder do Olá!

Os Dunno Collective levaram o poder do Olá! e mostraram como a parvoíce é uma das armas mais poderosas para mudar o mundo.

Quando é que fizeram a última coisa parva na vossa vida? Quando é que se abandonaram pela última vez à estupidez? Quando é que passaram essa barreira e disseram olá a um estranho? Ou estranha, tanto faz! O que interessa é o espírito.

A propósito… dizem que é Natal! Bora aí distribuir Olás na rua?

p.s – Parabéns à organização pelo acordar de Portugal… um evento de cada vez!

p.s 2 – faltou dizer que a foto foi gentilmente gamada ao Retorta, aka Mário Pires 🙂 Obrigado!