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Written by Jorge Oliveira / 21.11.2011

Depois do SVC2Lx

Na semana passada aconteceu em Lisboa o Silicon Valley Comes 2 Lisbon, integrado na Semana Global do Empreendedorismo.

Foi um bom evento e um bom energizador de ideias e de atitude para a mudança, porque afinal… o que falta fazer está nas nossas mãos ser feito.

Deixo-vos notas rápidas da minha experiência.

1. Falhar não é uma questão moral

Falhar não faz de nós pessoas menos responsáveis, menos honestas, piores pais de família ou elementos a eliminar da sociedade. Falhar não é uma questão moral! É uma questão prática. Só falha quem tenta e opera fora dos seus limites e da sua zona de conforto. Falhará pior se não aprender nada com isso.

2. Sair de casa

Longe do olhar de pais, amigos e vizinhos, das pessoas que nos viram crescer e que depositam sobre nós as maiores expectativas de vida e de sucesso, liberta-nos do escrutínio e ajuda a focar no essencial, no novo negócio.

Além disso, a vida fora do ninho é um passo importante na independência de cada um, obriga-o a crescer, a ser adulto, a tomar decisões e a viver com elas. Esta coisa de vivermos em casa dos pais até aos 40 não é nada. Vivam com amigos, partilhem casas, façam qualquer coisa… mas já chega de desculpas.

3. Empreender é tarefa a full-time

Por muito que custe, não conheço ninguém que tenha conseguido fazer vingar uma start-up mantendo o seu emprego. Ou bem que empreendemos e tomamos riscos, ou bem que ficamos na zona de conforto à espera de qualquer coisa, normalmente um milagre caído do céu. E desses, não temos visto muitos.

Criar um novo negócio é tarefa para o dia inteiro, e para a noite também porque nos ocupa os sonhos e os pensamentos. Nenhum investidor vai por dinheiro em quem tem dúvidas sobre a sua ideia, ao ponto de não se entregar a 300% .

4. Criar novos polos de incubação

É cada vez mais importante descentralizar as iniciativas de apoio às start-ups, de começar a lançar sementes de empreendedorismo longe dos grandes centros urbanos, de gerar noutros locais os focos de criatividade, dando dinâmica às comunidades. E uma comunidade mais pequena pode até ser mais eficaz na partilha e na criação de parcerias com objetivos maiores.

5. Otimismo e Confiança

Por mais de uma vez foram apontadas as nossas capacidades criativas e inovadoras, dum lado, com a nossa falta de confiança e de auto-estima, do outro. Vendemo-nos por pouco, temos vergonha, achamos que estamos abaixo da média. Nada disso. Vistos de fora somos espetaculares, inovadores, com fibra, capazes de responder bem aos desafios. O que é que falta?

6. Design Thinking

A inovação encontra-se quando queremos resolver não o problema que nos dizem que existe, mas quando vamos à procura do verdadeiro problema, o que está escondido e que ninguém ainda disse que existia. É na resposta integrada entre o design, a tecnologia e o negócio que podem nascer grandes coisas. Uma hora inteira dedicada ao tema com Bill Brunet, da D.School, que nos trouxe ainda alguns casos reais mostra bem a importância do tema na inovação.

7. Uma dose de caos para a mesa do canto

Já aqui referi em alguns parágrafos a expressão “zona de conforto”… Nada como sermos obrigados a sair dela para rapidamente encontrarmos outras soluções. E se nós somos um povo criativo… andamos é dormentes.

As “crises”, maiores ou menores, trazem-nos esse desconforto necessário para a criatividade e para a inovação. Aproveitem-se para isso e muito mais.

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