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Written by active / 21.03.2014

Esta semana, Wearables, Zuckerberg e Spritz

E depois de uma semana agitada porque não fazer um apanhado do que de interessante ou criativo se passou e que não se deve perder de vista? Iniciamos hoje uma série de artigos aqui no blog, onde queremos destacar o que é para nós imperdível e merece a nossa atenção.

Android Wear

Os wearables estão na moda e as ideias para o seu uso começam a despoletar no mercado uma forte guerra entre marcas. A Google começou tudo com os Google Glass, mas pelos vistos não se ficará por aqui.

Desta vez, a empresa americana criou o Android Wear, versão do sistema operativo desenhada propositadamente para wearables.

A utilização do Android Wear será vista, por enquanto, apenas em smartwatches, no entanto, ao que tudo indica, a Google pretende que os fabricantes também o adoptem em óculos e pulseiras.

O Google Now é uma das principais peças deste Android Wear. São várias as funcionalidades, e a usabilidade facilitar-lhe-á muito a vida.

Utilidade

Está a caminho do trabalho? O Android Wear diz-lhe como está o tempo ou o tempo que ainda tem. É distraído ou esquecido? O Wear avisa-o dos seus eventos. Está a jogar o Sporting, o Benfica ou o Porto e não pode ver o jogo? O smartwatch actualiza-lhe o resultado in real time, espontaneamente! Gosta de praticar surf? O Wear diz-lhe como está o estado do mar. Gosta de correr? O wearable regista in real time a velocidade, a distância e o tempo de uma corrida, estando o Google Maps integrado para dar direcções sem ser necessário andar com um device na mão.

Intimidade

Sendo um aparelho que requer muita informação pessoal de si, este Wear é bastante assustador uma vez que com acesso a toda a informação de localização, como se desloca, emails, … o Google Now saberá mais de si do que muitas pessoas. Mas como em tudo, há os prós e os contras!

Pretendendo ser, no fundo, uma espécie de ponte entre os vários ecrãs e aparelhos, o Android Wear está para os wearables como o Android esteve para os smartphones. E pelo que já se ouve por aí, são muitas as marcas que pretendem estes smartwatches!

Ora espreite o vídeo que a Google promoveu e veja as de mais funcionalidades:

www.youtube.com/watch?v=QrqZl2QIz0c

Mark Zuckerberg e as redes

Este post não é tanto um destaque da semana, mas sim um acumular de destaques protagonizado pelo senhor Mark Zuckerberg. Como se costuma dizer, Mark Zuckerberg “está em altas!”.

Apesar de o Facebook ter vindo a perder o target mais jovem para outras redes sociais, bem como alguma influência, Zuckerberg continua a querer mais. Depois da compra da popular aplicação WhatsApp, por 19 mil milhões de dólares em dinheiro e acções (qualquer coisinha a rondar os 13,8 mil milhões de euros), que tem como função a partilha de mensagens, fotografias e curtas partilhas de mensagens de voz, Mark conquistou tempo e atenção dos milhões de pessoas que utilizam esta app, mantendo-se concentrado na sua estratégia para os próximos anos de se focar em crescer e ligar pessoas em todo o mundo.

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Renovação

Outra prova prática desta estratégia é o Instagram. O Instagram prepara uma expansão global. E eu esta semana reparei nesse desejo no meu Android. Abri o meu Instagram e reparei numa renovação da aplicação, tornando-a bem mais leve e rápida. A verdade é que a nova app para Android não inclui funcionalidades novas. O utilizador, de diferente, só verá a nova interface mais limpa.

Zuckerberg já o tinha feito com o Facebook, quando melhorou a performance da sua app nos aparelhos low-cost e agora voltou a fazê-lo com a do Instagram.

Lembram-se quando disse que o Mark estava focado em crescer e ligar pessoas em todo o mundo? Pois é, esta massificação do serviço permite o seu uso em smartphones mais básicos e baratos, tudo a pensar nos mercados mais pobres e com acesso limitado à Internet.

 Spritz

Já ouviu falar naquelas pessoas que lêem livros na diagonal. A maior dessas referências, talvez, Marcelo Rebelo de Sousa. No entanto, esse feito que estava ao alcance de alguns, pode estar perto de acontecer sem que precise de ter essa facilidade treinada ou intrínseca.

Chama-se Spritz, e os seus criadores defendem a leitura veloz, prometendo a possibilidade de se conseguir ler um romance completo em apenas alguns minutos.

Esta aplicação tem a particularidade de destacar uma palavra ou letra no seu Optimal Recognition Point. Este ponto é para onde a maior parte dos utilizadores olha para conseguir reconhecer o significado da palavra. A app pode destacar até mil palavras por minuto, ou seja, o triplo da velocidade normal de leitura.

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Utilidade

No que é que isto é útil? Aqui o termo Big Data nunca fez tanto sentido. A informação é muita, as plataformas de difusão de conteúdos são várias e, tendo em conta que adulto em média lê cerca de 54000 palavras, o tempo que se “perdia” a ler conteúdo desnecessário poderia ser aproveitado.

Eu penso para mim, o jeitão que esta técnica me poderia ter dado aquando da leitura obrigatória d’ Os Maias no secundário!

A técnica de Spritzing tem garantias da sua empresa de ser bastante simples, obtendo resultados práticos em emails, SMS, redes sociais, legendas de filmes, livros digitais e romances pesados, anúncios publicitários e até em gadgets como telemóveis ou tablets.

Veremos quando estará disponível no mercado.