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Written by Jorge Oliveira / 18.03.2013

Go Youth Go

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Este fim-de-semana foi a GoYouth Conference e senti, mais uma vez, que falar da juventude de forma genérica é cada vez mais um disparate, isto para além de me ter sentido um velho búfalo na manada, mas essa é outra conversa para outro dia e outro fórum.

Armados até aos dentes

A primeira surpresa foi ver que o auditório estava à pinha e com alguma dificuldade lá consegui um lugar. Gente, gente e mais gente. Média de idades tirada a olho? 22? Pouco mais seria, mas com níveis de interesse elevados, ouvido crítico, perguntas ligeiras e rápidas, oradores de calibre, com experiência, com start-ups formadas e a ganhar terreno.

Uma vez falava com um parceiro que me descrevia a juventude, assustado, como piratas armados até aos dentes que nos assaltavam os lugares conquistados, dispostos a tudo. Foi um pouco do que senti. Havia ali ganas de fazer coisas, de questionar e de abordar as coisas de forma nova. Vi ali projectos e percursos de vida, de “putos” com 23 anos 23 que me deixaram quase envergonhado. O que andava eu a fazer aos 23? Não vamos falar sobre isso.

Falou-se de tudo, de pensamento global, da necessidade de escalar negócio, de meter pés ao caminho e ir desbravar terrenos, questionou-se a formatação do ensino e as suas vantagens e desvantagens, apresentaram-se startups e projectos, incubadoras e aceleradoras. Deram-se dicas e conselhos e até eu fiquei a pensar em duas ou três coisas.

Sangue novo

Precisamos deste sangue novo, destas garras, destas vontades, desta gente que ainda não lançou ancora nem criou gordura à volta da cintura, que ainda não se prendeu nem comprometeu, que olha para o mundo desta forma displicente capaz de encontrar novos lugares e de minar o status quo.

Precisamos mesmo…

Empreender por conta de outrém

E porque não há mal nenhum nisso, que estas lições possam servir também para lançar as sementes do empreendedorismo por conta de outrem.

Esqueçam o das 9 às 5. Pensem que todos os lugares estão postos em causa, pensem que aquilo que se faz sem valor se substitui rapidamente por uma execução mais barata. Arrisquem, surpreendam, atirem-se para a frente, mostrem valor, mostrem que valem o lugar que ocupam, inovem, inventem, valorizem-se… tudo aquilo que investirem em vocês próprios, tudo o know-how adquirido fica dentro da vossa cabeça, é vosso, não pertence ao patrão.

E não, ainda não chega falar de empreendedorismo… ainda falta chegar a muito mais gente e por isso venham mais GoYouth.

Desafio para a próxima edição ou para uma segunda edição ainda este ano: mudem de cidade. 😉