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Written by Jorge Oliveira / 23.10.2013

Publicidade ou sponsoring?

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A discussão começa a fazer sentido quando sentimos que a publicidade nas suas formas tradicionais, pelo menos em alguns sectores ou em alguns meios, está a perder relevância e impacto.

Já não basta ser criativo na forma, há que ser criativo também no bom uso do meio e na sua adequação à audiência.

Bons exemplos na televisão

Gosto da forma como a Samsung está a anunciar o Galaxy Gear na SIC Notícias, tendo embebido o produto e a demonstração de algumas funcionalidades nos separadores do canal. Não é intrusivo, não ocupa muito tempo, associa-se a informação útil, não me dá tempo de fazer zapping e até me desperta a curiosidade de saber mais sobre o produto.

Também me agrada a forma como a Seat e o Corte Inglês estão a fazer product placement dentro da serie “Crossing Lines” que está a passar no AXN. Com frequência vemos os anúncios destas marcas nos mupis e outdoors presentes nos cenários.

Bons exemplos nas revistas

Passando para o lado das revistas, o exemplo da Monocle e da publicidade adaptada criada especificamente para a revista já é conhecido e hoje estava a ler um artigo no blog da OffScreen onde eles concluem que o bom destaque dado aos sponsors tem sido mais eficaz para todos do que a colocação de anúncios tradicionais. O todos significa revista, leitores e sponsors.

After the first issue went out and people started sending me feedback, I received lots of comments about how nicely and beautifully integrated the sponsor pages are. In fact, many told me that, for the first time ever, they read every single word of a magazine from cover to cover — including the ‘ads’.

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Comunicação soft

O facto de estarmos perante uma comunicação não intrusiva mas muito adequada à audiência faz com que ganhe outra relevância. É uma forma soft de fazer a venda, que a meu ver traz outro tipo de uma notoriedade à marca. Claro que o processo de descoberta do produto fica totalmente do lado do consumidor, mas parece-me que será uma descoberta mais agradável e eficaz.

Patrocinando estão a acreditar no meio. Mais do que isso, estão a acreditar no meio em que eu, audiência, me revejo e com o qual me identifico. E isso é mais que uma mera relação comercial de compra de espaço e de, por inerência, “compra” de audiência.

Anunciante ou patrocinador?

São apenas algumas experiências nesta área que me parecem estar a resultar bem… pelo menos fizeram-me dar atenção aos produtos e isso é mais do que a maioria dos “anúncios” consegue no seu ciclo de vida.

Podemos certamente derivar estas experiências para outros meios e outras formas, estabelecendo novas pontes entre meios, agências e marcas, sem nos esquecermos de envolver a audiência.

Que vos parece?