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Written by Jorge Oliveira / 02.10.2012

TIN Conference, novos desafios à comunicação e criatividade

A primeira edição da TIN Conference aconteceu este fim-de-semana e pode-se dizer que foi um sábado muito proveitoso com muito sumo nas várias apresentações. Da descoberta e trabalho sobre tendências ao neuromarketing, do empreendedorismo ao design thinking, … foi um dia comprido.

Depois de Silicon Valley… deitar tudo fora?

Ainda não tinha tido a oportunidade de conversar com o Miguel Gonçalves sobre a viagem a Silicon Valley e às consequências disso para o novo projecto da Spark. Os olhos ainda lhe brilham quando fala no assunto com o entusiasmo que já lhe conhecemos. Mas o mais gritante foi saber que perante os ensinamentos recolhidos e os feed-backs obtidos, ter tido a coragem de deitar mais de metade do trabalho fora e de se ter atirado outra vez de cabeça ao novo desenvolvimento da até agora conhecida aplicação Silicon Card.

Ele há dores que não se imaginam. Mas é preciso muita fé no que se está a fazer para se ter esta coragem. O que nos leva ao que muito se defende nestas conversas sobre inovação e empreendedorismo. Prototipar depressa e testar o resultado é a melhor forma de “falhar” sem pôr em causa demasiado investimento e conseguir inverter maus caminhos que sem querer podemos estar a tomar.

A antevisão semi-privada da nova plataforma promete e é um salto brutal em relação ao que estava pensado e desenhado.

NeuroMarketing… devemos ficar assustados?

Da parte da tarde aconteceu que uma breve apresentação se transformou numa autêntica aula sobre NeuroMarketing pela mão de Fernando Rodrigues e que em vez dos previstos 20 minutos esteve quase 2 horas em palco. Não acho que alguém tenha achado demais e a viagem por muitas das técnicas de condicionamento (sim, vou-lhe chamar assim) da comunicação perante o conhecimento que temos cada vez mais vasto da forma como funciona a nossa caixa negra foi brutal. Muito para além do que já sabia que estava em prática.

Levou-me a rcordar uns livros que moram lá por casa com data dos anos 70 sobre as muito em voga mensagens subliminares. À luz do que vimos, coisas de meninos, mas que segundo o Fernando podem ter algum efeito mas ainda não se provaram que possam levar ao aumento das vendas. E é isso que o NeuroMarketing quer no final do dia: que o cliente compre mais.

Experiência, muita experiência

De forma mais vincada, Carl Rohde veio falar do poder das experiências. Uma expressão que acaba por ser o link entre as várias apresentações que antecederam e se seguiram. Vivemos na economia da experiência, disso não há dúvidas. Ou se as há é melhor que se comecem a dissipar porque aquilo que as pessoas querem é experiência e só isso pode distinguir a nossa oferta de outros concorrentes planetários que conseguem produzir mais barato. Acrescentar experiência é a forma de acrescentar valor a todas as partes.

Parabéns à organização

Para a organização do evento deixo os meus parabéns pelo leque de oradores escolhidos. Porque no fim do dia é isso que importa, o nível de conhecimento e capacidade de o passarem à audiência.

Para a próxima não ponham as hospedeiras atrás das pessoas a mandá-las mudar de cadeira sem razão suficiente que não seja um porque sim. Fica mal, até para mais num evento onde a criatividade e a inovação fazem parte da oferta.