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Written by Jorge Oliveira / 16.05.2011

UXLx 2011, a prova dos 9

Depois duma excelente primeira edição em 2010, a User Experience Lisboa tinha este ano o desafio de uma vida… tinha ou não tinha mão para manter o evento ao nível das expectativas criadas e prometidas?

Rufem os tambores!

A resposta é SIM! Teve mão para manter mas também para aumentar e para ser reconhecida pelas altas figuras presentes como a conferência onde se deve estar. Foram mais ou menos estas as palavras de Louis Rosenfeld ao abrir a sua apresentação. Eu senti orgulho nesse reconhecimento e nós somos apenas parceiros.

E conseguiu porque aquilo que fez foi respeitar o mote da conferência, pôr o utilizador no centro das atenções e dar-lhe uma experiência memorável, onde nos sentimos todos bem tratados, bem alimentados, física e mentalmente, e onde nos sentimos desafiados pelos conteúdos trazidos.

Por isso, antes de continuar, Parabéns Bruno Figueiredo pela excelência destes 3 dias!

User Experience como atitude

Passando pelos conteúdos transmitidos, verifico com agrado que a minha leitura da User Experience enquanto actividade transversal, pensada e estruturada para além dos ambientes habituais do interface, tem mais adeptos. A experiência do utilizador é cross-channel, como muito bem defendeu Nick Finck na sua apresentação The Cross-Channel Experience.

A outra surpresa foi ver a evangelização dos conceitos de design thinking e do papel que o Designer deve assumir na descodificação das linguagens do design junto do negócio. Há pontes para serem feitas e linguagens comuns para serem criadas. Esse foi aliás o tema principal do workshop com Leisa Reichelt, autora do blog Disambiguity.com.

Abordagem multi-disciplinar

A descodificação das linguagens é aliás um dos grandes temas sempre presentes na conferência, quer através das abordagens aos conteúdos quer aos processos. Quantos sites não encontramos que são escritos dentro dum determinado contexto e por isso se apresentam distantes dos utilizadores? Recorrer às tecnicas de storytelling para fazer essa descodificação é uma boa ideia.

Interconnected World

Entre workshops havia pequenas apresentações, a intervalar os grandes temas, mas que não foram menos poderosas ou interessantes. Uma delas foi sobre a Interconectividade e a inter-operabilidade, feita por Ji-Hye Park da Fjord. Passem por esta apresentação e já percebem melhor do que se trata. O dado curioso para mim foi saber que já há mais máquinas (no sentido de coisa estúpida tipo electrodoméstico) ligadas à internet que pessoas.

A abordagem às plataformas móveis num combate entre Mobile Web e Native Apps foi o tema de Josh Clark. É uma tema que anda em discussão acesa e ao qual devemos dar alguma atenção porque de facto a maior parte das aplicações móveis podiam ser sites desenvolvidos para mobile, ou layers do mesmo site adaptado em forma e conteúdo. A argumentação de Josh Clark vai no sentido de aprendermos a separar águas e a perceber qual das duas se adequa melhor à situação. Onde é que já ouvi isto?

Mais coisas

Foram muitas coisas e isto é apenas a minha leitura porque cada um de nós assistiu a coisas diferentes em função dos seus interesses ou especialidade.

Algumas das apresentações já estão disponíveis no Lanyrd.

Se entrarem no Twitter e fizerem a pesquisa por #uxlx apanham ainda os muitos tweet’s que foram feitos durante a conferência.

A troca dos cromos deu origem a momentos hilariantes mas foi a forma mais interessante de promover o networking.

Os detalhes… os detalhes…

UXLx 2012

Agora é crescer, desenvolver e voltar a surpreender-nos na próxima edição. It’s a hard job but someone got to do it!

Como diriam na minha terra… “e mais que não se criava”. 😉

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