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Written by Jorge Oliveira / 11.03.2013

Vídeo interactivo? Sim por favor

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A tecnologia vídeo, apesar das muitas evoluções de qualidade de imagem e facilidades de trabalho, não evoluiu no sentido de ser nativamente interactiva, aleatória, ao sabor do espectador, e continua agarrada a um sentido linear, em que cada peça é uma coisa fechada sem possibilidades de se transformar noutras.

Vídeo interactivo? Sim por favor.

Vídeos não lineares

Quando penso em vídeo interactivo, não penso apenas nas abordagens criativas em que a progressão da história depende da minha acção. Penso também na possibilidade de na mesma peça conseguir acrescentar layers de descoberta, de conteúdo extra, de comentário. Um bom exemplo disto foi feito pela AT&T para promover o uso de QRCodes junto dos seus clientes.

E partindo deste exemplo, podemos pensar em fazer vídeos mais curtos, para uma audiência com menos tempo, e “abrir” o vídeo para audiências com mais tempo ou com menos conhecimento sobre o assunto em questão.

Vídeos com links

Usando as ferramentas do YouTube, conseguimos “interactivar” os vídeos da edição da Upload 2012, inserindo links para os vídeos de exemplo apresentados pelos vários oradores. Foi a opção que nos pareceu mais correcta para mostrar os exemplos na sua melhor qualidade, conseguir vídeos mais curtos e não ter eventuais problemas de direitos de autor.

Teria sido mais interessante conseguir inserir outros links: para as apresentações, para os perfis sociais, para os twetts gerados durante as apresentações, … para tudo o que pudesse enriquecer a experiência.

Vídeo-loja

A outra abordagem em crescimento passa por dar ao vídeo a possibilidade de se transformar numa loja. Algo que era prometido pela InteractiveTV nos finais do século XX mas que se ficou pelas boas intenções.

Podemos estar a ver um vídeo, clicar na peça de roupa, ver detalhes, encomendar, partilhar para as redes sociais. Futurologia? Nem por isso. Passem pelo onlybecausewecan.com e experimentem. As opções de compra já não estão disponíveis mas o efeito ainda é percebido.

Um pouco por todo o lado estão a nascer negócios e plataformas que vão facilitar este tipo de integração. A touchalize é uma delas, o YouTube anda a testar outras formas de links, na LeWeb de 2012 apareceu uma startup com várias propostas interessantes neste campo.

Conteúdos do futuro

Imaginem que os gráficos de vendas apresentados no vídeo institucional podem ser actualizados em tempo real, as promoções podem ser adequadas ao dia e até no preço de venda do local, que posso mostrar os stocks e puxar mais vendas “Depressa, já só temos 50”, que posso indicar no trailer quantos dos meus amigos recomendam aquele filme.

Esqueçam a edição de versões diferentes, pensem na edição interactiva que consegue contemplar todas as visões.

Imaginem que durante um programa de televisão, em vez de andar a desfocar as marcas que aparecem, eu podia vender esse espaço às marcas que fizessem mais sentido para a audiência local.

Transformar um vídeo em interactivo é juntar o melhor de dois mundos, a excelente qualidade de imagem que temos hoje disponível, com as capacidades de embeber e personalizar informação, tal como conhecemos hoje no universo digital. Pensar no vídeo para além da sua lineariedade é o desafio que faz sentido.

Faz mesmo? Digam coisas.

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