Aprender a aprender – o contexto online

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Aprender em contexto online é diferente de aprender em contexto presencial? Sim, é diferente, tanto para a pessoa formadora como para a pessoa formanda. Depois de termos abordado o ponto de vista de quem assume o papel de formador no artigo Formação na era #covid19, abordamos agora o ponto de vista de quem está nisto para aprender .

A disponibilidade horária ⏰

Quando se fala em formação online é importante confirmar se a formação acontece de forma síncrona ou assíncrona. Caso se trate de uma formação síncrona, terá de estar presente nos dias e horas que forem indicados no calendário. Se a formação é assíncrona, então terá de criar o seu próprio calendário de estudo, que inclua as horas de visualização de vídeos ou de leitura de materiais sugeridos pelas pessoas formadoras.

A pergunta é óbvia, porém tem mesmo de ser feita: a sua agenda tem espaço para aquela formação de 10h? É muito provável que não consiga estar presente nos encontros síncronos? Tem dificuldades em criar o seu calendário de estudo e /ou em cumpri-lo?

A formação online é vantajosa no sentido de nos poupar tempo de deslocações (e dinheiro!). Porém exige dedicação e disponibilidade horária e, tal como a formação presencial, pode não agradar a todas as pessoas.

O ambiente à nossa volta 🖥

Se tem uma formação síncrona agendada, será importante garantir que nesse tempo de aulas consegue estar 100% dedicado às mesmas.

A formação online pode dar-nos a ilusão de que é possível ter o computador ligado, assistir à formação e ainda assim adiantar respostas a e-mails ou preparar o jantar. Bom, possível é. Pode fazer isso tudo – ou outras coisas. Até pode sair de casa para ir comprar um maço de tabaco e acompanhar tudo via telemóvel.

Mas deverá fazê-lo? Com uma postura de multitasking conseguirá relacionar-se com os conteúdos e com as pessoas (formadora e colegas de turma)? Estará a tirar o melhor partido das horas de formação síncrona?

No caso das formações assíncronas, nas quais cada um de nós escolhe o momento durante o qual assiste aos vídeos ou consulta os materiais que foram disponibilizados no moodle ou na google classroom, sendo fundamental alocar tempo na nossa agenda para poder estudar – e aprender. Nada como ter um calendário de estudo – pode criar um através de ferramentas visuais como o canva ou usar o notion para organizar o seu tempo.

⚠️ Alerta: saiba que a procrastinação faz parte da vida e que não pode ser evitada a 100%.

Ferramentas, equipamentos e plataformas 🔨

Não está familiariada/o com as plataformas que vão ser usadas na formação? Dedique algum tempo a conhecê-las e avise a entidade formadora que poderá precisar de algum apoio técnico. Aproveite para conhecer as sugestões do Jorge Oliveira, no âmbito dos eventos zoom, mas que também podem ser aplicadas ao ambiente de formação.

Vai acompanhar as sessões síncronas via computador ou mobile? Essa nota poderá ser importante para a pessoa formadora, pois a forma como os materiais são apresentados num equipamento e noutro pode ter ligeiras variações.

No que diz respeito à sua organização pessoal de materiais, há inúmeras ferramentas que podem ser úteis. Só neste artigo encontra onze, incluindo o evernote. O Tiago (Tira do Papel) é muito fã do notion. Há quem ainda prefira cadernos e seja old school. Pode precisar fazer alguns testes e experimentar algumas ferramentas até encontrar aquilo que funciona consigo. Seja paciente!

“It takes two to tango” – a importância da relação no contexto da formação 🤗

Seja no ambiente presencial ou no ambiente online, a relação que se estabelece entre as pessoas formandas e formadora é essencial. Todas as partes têm um contributo e podem tornar a formação memorável ou insuportável.

In 10 years, students will not remember the goals for lessons, but they will remember that you sent a card and called to check in. The importance of teacher-student relationships is clear: Knowing students well is the foundation of teaching. And as this crisis has unfolded, it’s these relationships that have mattered the most.

(Katy Farber, Edutopia)

Katy Farber sublinha a importância da relação e daquilo que as pessoas formadoras podem fazer para cuidar dessa relação. Porém, as pessoas formandas também podem (e devem) desempenhar um papel nesse cuidado. Como? Fazendo perguntas, pedindo ajuda, fazendo uso dos fóruns ou dos chats criados para a troca de ideias, preparando materiais para as sessões seguintes, fazendo sugestões e críticas. Se tem já algum conhecimento no tema, partilhe com a turma aquilo que sabe.

Também o humor pode ajudar, assim como a música: pergunte às pessoas (formadora, formandas) qual é a sua música preferida e crie uma playlist no spotify – é uma boa forma de se conhecerem. Da mesma forma poderá colaborar com a turma criando uma playlist dedicada ao tema que estão a estudar, como esta que trata de pensamento criativo.

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Eis 3 sugestões para ser um/a bom/boa formando/a em contexto online:

  • criar um calendário de estudo para ajudar a criar disciplina de estudo;
  • tirar o melhor partido dos materiais de apoio à formação, arquivando, lendo e trabalhando sobre os mesmos;
  • usar os canais disponíveis para tirar dúvidas, fazer perguntas, trocar ideias e partilhar o seu conhecimento;

Não se esqueça de criar espaço e tempo para pausas e de se divertir!

Photo by Siora Photography on Unsplash

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