Como ampliar o seu repertório

Durante as comemorações do World Creativity Day tive oportunidade de assistir a algumas conferências com origem em pontos muito distintos do mundo. Nesse processo tomei nota de alguns elementos comuns no discurso dos oradores. Um desses elementos é a ampliação de repertório.

A pergunta que muitos de nós colocam é: como trabalhar a ampliação de repertório sem me perder em matérias que não me são familiares? Eis um desafio.

Para responder a este desafio, apresento sugestões que nos permitem ampliar o repertório. Aviso: estas rotinas implicam alguma disciplina e, acima de tudo, um compromisso.

Acompanhar especialistas nas redes sociais

Seja no twitter ou no instagram, o meu conselho passa por seguir especialistas de áreas bem distantes daquela em que trabalhamos ou na qual investigamos.

Esta é a razão pela qual acompanho o Neil deGrasse Tyson no Twitter e no Tiktok.

Esta sugestão também é válida no sentido de acompanhar áreas de negócio distintas daquelas nas quais operamos – motivo pelo qual acompanho a “marca” Cemitério Jardim da Ressurreição no instagram.

Ler um livro de filosofia

Os diálogos platónicos ou os estóicos são uma excelente porta de entrada para a filosofia. A leitura de textos filosóficos permite uma prática de aprofundamento e de conceptualização que é muito específica desta área de saber.

Se desse lado se encontra um filósofo, a minha sugestão é que leia um filósofo que nunca estudou. Por exemplo, recentemente tenho estado a descobrir Hannah Arendt e outras mulheres que fazem parte da história da filosofia e das quais não ouvi falar no meu percurso de estudante de filosofia.

Com este exemplo pessoal admito que também é possível ampliar o repertório dentro da nossa área de trabalho ou de investigação.

Fazer um curso online

Plataformas como o Coursera permitem o acesso a cursos em áreas diversas. Escolha um curso numa área distante da sua. Este será sempre um critério fundamental, além da disciplina em criar tempo para este estudo. Sem compromisso e alguma disciplina estas sugestões não passam de sugestões bonitas aqui no blog da Active.

Como ampliar o seu repertório 4

Procurar saber ou inspiração em áreas que não são as nossas permite-nos manter activa a curiosidade e o gosto de aprender pela aprendizagem em si mesma.

Sem certificados, sem ter de provar que sabemos muito de X ou Y: o foco está em aprender algo novo.

Poderá colocar em prática esta aprendizagem ao dedicar-se a uma pequena horta vertical ou a aprender a fazer origamis. Para que esta ampliação de repertório aconteça o critério terá de passar por:

  • procurar uma tarefa ou área distante da sua;
  • dedicar-lhe um tempo específico na sua agenda e
  • não abandonar por parecer aborrecido ou por “não ter nada a ver”.

Documentar o processo

Nesta caminhada por mares nunca dantes navegados – que é como quem diz, por áreas do saber que nos são pouco familiares – será útil documentar o processo e ter um Journal onde possa tirar notas e registar algumas ideias. Escrever à mão tem os seus benefícios – e pode constituir uma tarefa pouco familiar para algumas das pessoas que estão a ler este artigo.

De acordo com Drake Baer, os registos manuscritos exigem mais tempo na sua construção o que favorece a aprendizagem e a memória:

But if you are taking notes by hand, you won’t be able to write down every word the speaker says. Instead, you’ll have to look for representative quotes, summarize concepts, and ask questions about what you don’t understand.

This requires more effort than just typing every word out — and the effort is what helps cement the material in your memory. The more effort you put into understanding something, the stronger signal you’re giving your brain that it’s worth remembering.

Posto isto, resta uma pergunta: quando vai começar?

Photo by GreenForce Staffing on Unsplash

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