Microcopy: as pequenas coisas que fazem uma grande diferença

It’s the little things!

Ah, a humanidade e a sua vontade incrível de criar coisas e palavras novas. Já ouviu falar de Microcopy? Eu também não. O Jorge Oliveira é a pessoa responsável por me ter dado a conhecer a expressão.

Sem investigar pensei: humm, isto  terá alguma coisa a ver com pequenas frases que permitem suportar a experiência do utilizador num website? Será o copy dos headlines? Será uma espécie de pinscher a nível do copywriting? 

Venha daí descobrir. 🔍

 

O que é o Microcopy

O que nos diz o senhor Google sobre o Micro Copy? A pesquisa devolveu-me uma referência a um artigo assinado por Natalia Bergareche:

In their book, A Pocket Guide to the Craft of Words, Christopher Murphy and Nicklas Persson explain that a microcopy: “Is the craft of words on a micro level, considering the way in which words can satisfy a functional requirement by helping and improving interactions with design, improving interfaces for both functioning and delight, and helping a user in their journey.”

O Microcopy diz respeito a pedaços de texto, curtos em extensão, mas com um tamanho enorme de significado.

Trata-se de texto breve, conciso, capaz de criar consciência de que há este ou aquele passo a dar, de que estamos aqui para ajudar, que a sua presença aqui é importante e que o caro leitor ou utilizador do website não está sozinho. Também nos alerta para possíveis erros e dos passos que podemos fazer para os ultrapassar. O texto que conta numa página 404, por exemplo:

exemplo_microcopy

 

A função do Microcopy passa por:

  • ajudar;
  • informar;
  • criar relação e confiança;
  • gerar conversões;
  • e humanizar.

 

Para isso é necessário que o Microcopywriter tenha noção do tom de voz da marca que está a falar.

Uma vez que se trata de comunicação muito breve, talvez possa ajudar se pensarmos: “como é que esta marca pede um café?”. Ou “como é que esta marca diz obrigada aos seus clientes?”. Se a minha marca fosse uma pessoa, de que falaria ela na paragem do autocarro? Como é a sua fala em momentos que exigem comunicação curta, mais curta do que um tweet?

 

Quem faz o Microcopy?

O Microcopy exige um bom trabalho com palavras. Por isso, o meu pensamento inicial seria: quem faz o Microcopy são os copywriters, as ‘ssoas humanas que têm a função de escrita, numa dada equipa. Ou seja (e passo a palavra ao Jorge Oliveira) ⤵️

O Copywriter é o segundo designer a entrar em ação. Depois de receber as informações dos anteriores, é ele que começa a criar a estrutura do site em termos de títulos, áreas de conteúdo e dos textos para as várias páginas onde se apresenta a empresa, os serviços ou produtos.

É dele que também emanam coisas simples a que chamamos micro-copy, mas que de micro não tem nada. Os nomes que damos aos botões, aos menus, as frases que usamos nos formulários, todo o tom da comunicação e da relação que o site estabelece com a sua audiência, virá do trabalho do copywriter.

 

Microcopy: as pequenas coisas que fazem uma grande diferença 3
Hannah Grace / Unsplash

 

Microcopy: boas práticas

A clareza do discurso é fundamental. Descartes pode ajudar-nos nessa tarefa, bem como a prática diária da escrita. A página em branco pode ser algo assustadora, mas com persistência o trabalho surge.

Como? Escrever uma vez, afinar,  voltar a escrever, pedir feedback.

Neste aspecto nada muda para um copywriter, que deverá seguir sempre estas boas práticas antes de dar o trabalho por terminado. São raras as vezes em que o texto “sai logo à primeira”. Por isso defendo como boa prática: evitar ter pressa!  Palavra de copywriter! 🙋🏽‍♀️

 

Rever o texto é, sem dúvida, uma das melhores boas práticas de sempre, seja com maxi ou com microcopy.

Para isso podemos pedir ajudar a alguém da equipa ou até alguém que possa vir a ser o utilizador do website que estamos a criar (atenção a questões de confidencialidade).

A Betsy Mikel faz um alerta XXL para a revisão, no seu artigo How to Write Microcopy That Improves the User Experience:

 

Usar o Twitter: o conselho é da Elsa Fernandes e eu subscrevo inteiramente:

Muitos autores recomendam que se escreva todos os dias para estimular a criatividade e melhorar a escrita. Porque não fazê-lo no Twitter e aproveitar para aprender com o feedback de quem possa ler as nossas palavras?

 

Em suma, eis as boas práticas que recomendo:

  • treinar a clareza;
  • não ter pressa;
  • rever o texto;
  • usar o Twitter.

 

 

Photo by Brett Jordan on Unsplash

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