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Shared by Joana Rita Sousa / 31.10.2018

Nada como um dilema ético para nos deixar a pensar

The trolley problem

Os dilemas éticos são uma presença constante nos livros de filosofia – e na nossa vida. Talvez não usemos a expressão “dilema ético”, mas certamente já fomos confrontados com decisões difíceis. Coisas como dizer ou não uma verdade que vai magoar alguém, por exemplo. A discussão ganha novos contornos com a evolução tecnológica: havendo carros autónomos, nas estradas, que decisões devem tomar em situações como “atropelar uma senhora idosa ou desviar-se de uma crianças de 5 anos”? Em 2014 a experiência Moral Machine deixou-nos a pensar sobre questões como essa. Foi desenvolvido um estudo pela MIT, publicado na Nature, que na problemática dos carros sem condutor, levanta questões muito pertinentes que obtêm diferentes respostas, dependendo da área do globo. Se a ética e a moral diferem de cultura para cultura, então como vamos programar a Inteligência Artificial? Com que tipo de moral?

“In the last two, three years more people have started talking about the ethics of AI,” Awad said. “More people have started becoming aware that AI could have different ethical consequences on different groups of people. The fact that we see people engaged with this—I think that that’s something promising.”

 

Adeus, powerpoint; olá, memorandos!

Há algum tempo que ouvimos falar da necessidade de rever ferramentas que se tornarão tão naturais que as vemos como obrigatórias. Ninguém imagina ter aulas sem um powerpoint a ser projectado e que depois será partilhado pelo professor, com os alunos, pois não? E os briefing? E a proposta para apresentar ao cliente? Pois bem, há quem esteja a abandonar o uso do powerpoint – e com boas razões:

Narrative memos have replaced PowerPoint presentations at Amazon. (…) According to Bezos, new executives are in for a culture shock in their first Amazon meetings. Instead of reading bullet points on a PowerPoint slide, everyone sits silently for about 30 minutes to read a “six-page memo that’s narratively structured with real sentences, topic sentences, verbs, and nouns.”After everyone’s done reading, they discuss the topic. “It’s so much better than the typical PowerPoint presentation for so many reasons,” Bezos added.

Fake news ou desinformação?

Fala-se muito de fake news – tanto que há quem queira banir a expressão. Sabemos mesmo do que se trata? Há quem reflicta sobre o assunto, através de um google doc.

Fake news é um termo vago, lato na sua possível contextualização, extremamente politizado, mas ainda assim, por demais redutor. O termo fake news é hoje em dia comumente associado à caracterização de uma qualquer notícia com a qual o alvo da mesma ou os seus apoiantes não concordam. E de tão presente estar, na voz de actores sociais muito activos, este termo passou a ser conotado essencialmente com a cobertura jornalística da acção política. Como a política (ou muitos dos seus principais actores) é sempre percepcionada como algo de tão distante, muitas vezes como um processo de comunicação unidirecional, é fácil levantar a suspeita sobre situações tão comuns como uma falha não intencional de um jornalista, deixando-a ao mesmo nível que uma campanha orquestrada na qual se produzem verdadeiras notícias falsas.

 

Há filósofos a abandonar o Twitter

É um desafio ter uma presença online, activa, e não nos envolvermos em discussões. Lemos coisas que nos incomodam, que nos deixam a pensar, que nos ofendem: lemos um pouco de tudo. Dois filósofos decidiram abandonar o Twitter e a propósito disso partilhamos este pensamento:

(…) it’s okay to not “win” online debates. Philosophers should already be comfortable with this but for some reason—perhaps because it seems more public—they are less comfortable with it in the context of social media. Remember that “I’ll think about that” is a perfectly fine response.

Uma última palavra sobre estratégia

If you think you know people, if you think you know your consumers, and if you think your opinion, intuition or gut feeling can be the foundation of a good strategy, you are wrong.

Think about it. When was the last time you met with consumers and listened instead of asking? When was the last time you bought your product the way anybody else around the world would? When was the last time you built a deceptively average persona whose wildest ambition is to navigate their sea of incertitude, hoping to make the best decision they can with the little information they have?

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