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Shared by active / 19.10.2014

Upload Lisboa ’14 – O Essencial

No primeiro fim de semana de Outubro, decorreu a 5ª edição do Upload Lisboa. Num Sábado e uma manhã cinzenta que não convidava a grandes passeios, lá estavam cerca de 500 pessoas, no auditório da Escola Superior de Comunicação Social, para o debate e partilha das imensas ideias e tendências que nascem neste pró-activo mundo da Web.

CheckInUploadLisboa

O QUE É PORTUGUÊS É BOM

A 5ª edição começou com um entusiástico e activo Pedro Janela, fundador e CEO do WYgroup, a falar sobre performance online. Pedro Janela começou com um incentivo e um elogio ao marketing digital que é feito em Portugal, afirmando que é “tão bom ou melhor do que é feito lá fora”.

Elogios à parte, o CEO do WYgroup abordou a criação de plataformas de conteúdos e de apoios de engagement social e mobile. Estamos cada vez mais perante um “marketing embebido” muito devido aos nossos comportamentos mais móveis e sociais. E é um facto que há “a necessidade de estarmos presente em todos os dispositivos e em contacto com os mais diversos meios”.

Pedro Janela

Após a criação destes meios, há que vender e gerar leads. Como fazê-lo? Para aumentar esta performance torna-se essencial captar tráfego de modo a gerar os tais leads, pois “ter um site que não gera visitas seria o mesmo que ter uma loja no deserto do Sahara”.

Também as landing pages podem ser um bom complemento para determinado produto ou serviço já que, ao contrário dos sites, não existem factores distrativos.

DE CHINELOS, COMO OS GRANDES

Seguiu-se o calmo e descontraído Kwame Ferreira, que dirige a Kwamecorp, acompanhado por Hugo Alves. Calçando uns chinelos de andar por casa (trazendo-me à cabeça o estilo descontraído de grandes figuras como Mark Zuckerberg ou Steve Jobs), sem dúvida que o digital e a inovação são o habitat natural de Kwame. Big Data foi o tema em que as suas características são o VVV: volume, variedade e velocidade.

O termo Big Data tem gerado muita controvérsia devido ao excesso de informação de que os consumidores são alvo, levando a um desejo de evitar toda a informação sem qualquer contexto, já que Big Data pode acarretar problemas como abuso, colapso contextual ou a imortalidade dos conteúdos.

Kwame Ferreira e Hugo Alves

Para mostrar até onde pode chegar este último ponto, Kwame mostrou várias aplicações e wearables que, em breve, conseguirão aceder aos nossos pensamentos e transformar os nossos sonhos em imagens reais.

O ADMIRADOR DE GATOS?

O americano Julian Cole, Head of Communications Planning da BBH, foi o senhor que se seguiu para nos falar de estratégia digital. De calções, com uma t-shirt com um gato em tempo de Natal e um brinco da Hello Kitty (confesso que me questionei sobre a razão de haver tanto gato!), foi com o seu à vontade e a sua talk que mais se evidenciou, utilizando a Digital Strategy Toolbox, criada por si em 2012, para apresentar a sua atualização em Portugal.

Esta toolbox inclui ferramentas “free” para Tendências de Consumo, Social Media, Performance dos site, Galerias Publicidade Online e Inspiração.

Julian Cole

AMBER HORSBURGH

Para fechar o painel da manhã, subiu ao palco Amber Horsburgh, da Big Spaceship, que abordou a guerra do marketing em tempo real. Um tema muito oportuno e interessante uma vez que se baseia no aproveitamento de oportunidades de interacção nos social media, dando exemplos do Super Bowl, da Oreo e da Snickers.

Amber

O apoio ao cliente e a gestão de crises são aspectos importantes no social media. No entanto, foi a passadeira da noite de Óscares que nos abriu caminho para Amber nos mostrar a sua “Sala de Guerra”.

‘Planear para ser espontâneo’ foi o mote.

O planeamento do conteúdo a publicar e os canais a actuar são a chave do sucesso, bem como o seu local de trabalho e a atribuição de papéis bem definidos a cada elemento da sua equipa.

UMA CAMPANHA BEM SUCEDIDA

À tarde, Ricardo Nunes, da Mindshare reabriu mais um leque de talks, avançando com um case study em que falou sobre a implementação e desenvolvimento da campanha #Mazdacx5. Falou-nos da criação de conteúdo próprio, da massificação nas redes sociais graças à hashtag #Mazdacx5 e da interacção com os seguidores.

Ricardo Nunes

Foi criado para esta campanha um storytelling interessante de maneira a aproveitar as capacidades do produto, bem como as redes sociais para a sua promoção.

OS FILIPE’S

Os bem dispostos Filipe Almeida e Filipe Macedo, da ComOn, apresentaram de seguida a estratégia para a OK! Teleseguros em que deixaram algumas dicas e apontamentos interessantes. A confiança nos seus produtos de modo a ganhar a desejada notoriedade e obter vantagens competitivas é essencial para uma marca.

As agências têm de conhecer os clientes em vez de fazer apenas comunicação.

Filipe Almeida e Filipe Macedo

O EMAIL NÃO ESTÁ MORTO!

Parry Malm, da Howling Mad, deu-nos uma “lavagem” de criatividade e diversão sobre a importância de um, muitas vezes, menosprezado email. Basicamente, o que há a reter desta interessante talk resume-se numa frase: quem não possui uma conta de email, está morto no online.

Todas as redes sociais têm em comum uma coisa: o nosso endereço de email. É ele o nosso passaporte digital.

Parry Malm

O email marketing já não se trata de enviar somente emails. A cada segundo são enviados 1,670,000 emails, um número bem superior ao de tweets, posts e likes. Há que ter cuidado com o seu uso e aproveitá-lo no relacionamento com o nosso target.

Quanto à comunicação, no email marketing deve fazê-lo evidenciando a personalidade da sua marca e tentar compreender a razão pela qual alguns emails não registam open rate. Pode ver a apresentação em Email marketing is no longer about sending email.

A VISÃO PRÁTICA

Molly Flat, da 1000 Heads, tem uma visão mais emocional. Para Molly, o conteúdo é marketing e a sua audiência sabe isso. Por isso o conteúdo não se torna no mais importante, mas sim o que é estimulado nos clientes e seguidores para estes agirem. Afinal é esse o objectivo dos social media: a troca de experiências.

Molly Flat

PODE UMA MARCA SER VERDADEIRAMENTE SOCIAL?

Para terminar um dia em cheio, Stephen Waddington, da Katchum, falou-nos de Gestão de Crise Online onde deu resposta à pergunta “como transformar uma crítica em algo a favor de uma marca?” e assim fazer frente ao que chama de #BrandVandals.

Existem características que um plano de gestão de crise deve respeitar, nomeadamente o facto de as respostas terem de ser, obrigatoriamente, rápidas e adequadas à situação, não adiantando esconder ou apagar o que foi dito.

Deve proceder com consciência e inteligência na resolução destas situações. Deve assumir, se for o caso, e aproveitar a oportunidade para melhorar.

Stephen Waddington

Veja a apresentação de Stephen Waddington aqui.

Fotografias Upload Lisboa por Nelson Pimenta.