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Written by Jorge Oliveira / 03.05.2017

IAM Barcelona 2017

The renaissance of utopias

Utopias… sonhos de mundos e vidas melhores … diz-se que as Utopias morreram e que essa é a grande causa das nossas “desgraças”.

O mundo não se compreende e refugia-se em mundos passados, em vidas melhores, ou tidas como melhores, quando nunca vivemos melhor como hoje.

Mas antes de começar…

Nostalgia is poison

A nostalgia é venenosa e apenas contribui para matar ainda mais as utopias, e esquecemo-nos que foi no embalo de muitas que nos desenvolvemos como civilizações e como pessoas.

Utopias… é urgente recuperá-las como o farol essencial para a construção de um novo futuro.

É ler o manifesto e o discurso de abertura do Andres… está lá tudo.

We should acknowledge our status as utopian animals and remember that it is our collective imagination that defines reality and creates the cities, political systems and even the algorithms that shape our decisions. We should not lose our capacity to dream in a collective way and imagine ourselves living in better futures. by Andres Colmenares @ Perspective the real potential of our Digital Dreaming

E assim começou a IAM 2017: no renascimento das utopias, na homenagem a Zygmunt Bauman e aos seus mundos líquidos, na constatação de que afinal não somos homosapiens, somos acima de tudo homosdisatisfactiens, e de que a internet não é boa nem má, é apenas o nosso espelho.

In the same boat

Dou um salto mortal ao segundo dia que começou com a projecção do documentário In the Same Boat. Um daqueles momentos que nos aperta o pescoço e pede ação, pede construção, pede visão global acima da espuma dos dias.

Eu pai me confesso… é nestes momentos que as maiores dúvidas sobre o futuro nos tomam de assalto… não o meu, mas o delas.

Lá atrás, no final do primeiro dia, ficaram apresentações marcantes da Casa Nostra Casa Vostra, uma ONG de apoio a refugiados, dos  Portals de Omid Habibi, um afegão que durante 17 anos não teve pátria, da necessidade de rever-termos os nossos rótulos e da excelente campanha da Momondo contra os preconceitos… Somos todos o mesmo e nada melhor que uma amostra de ADN para derrubar racismos, nacionalismos e outros parvo-ismos.

Mas descansem, nem só de consciência social se falou na IAM, houve tecnologia e futurismos.

Artificial Inteligence, conversational interfaces, juntar os dois e dar algo mais. Estamos a caminhar para uma web da conversa, onde de forma mais natural podemos obter informação. Uma conversa é mais humano, é mais simpático.

No terceiro dia estive retido num excelente workshop realizado pela Space10 e pelos Relax, We are the good guys e desembrulhámos várias ferramentas de democratização da web… foram só ideias que eles prometeram publicar no blog brevemente.

O painel da Space10 focou-se muito na questão da AI, das questões éticas, de como estamos a propagar preconceitos em assistentes virtuais e de como tudo isto precisa de ser repensado. No site doyouspeakhuman.com podem participar no estudo que estão a fazer com apoio do Ikea. É muito interessante de ver com que linhas queremos coser os nossos assistentes virtuais.

Não podia faltar a Virtual Reality… ou apenas mais uma forma de olharmos para a nossa realidade. Negou-se bastante a ideia de criarmos uma realidade alternativa, afinal, a real realidade já tem muito de alternativo e virtual e pensando bem, em quantos mundos vivemos no mesmo dia?

Ah, e lembram-se da minha fantástica ideia de bioconteúdo? Falta tão pouco. A Form& veio mostrar como em muitas marcas está a usar big data para influenciar a construção e a apresentação das marcas. O projecto Helia é demasiado bom e uma enorme dor de cotovelo, das boas claro.

Closing act

E assim passaram dois dias intensos… falta dizer que isto tudo fechou com a apresentação fora do normal de Bruce Sterling e de Jasmina Tesanovic, do projecto da @CasaJasmina e de como se pode arrumar um palco enquanto se faz uma apresentação, entre outras coisas importantes sem perder o fio à meada.

 

E agora isto…

See you next year #iamw17

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